Escoliose tem cura?

A escoliose é uma deformidade que se caracteriza pelo desalinhamento da coluna, que se torce em seu próprio eixo, inclinando-se para frente, para trás ou para os lados. A alteração pode ter diferentes origens e prognósticos, causando problemas estruturais ou emocionais, já que afeta tanto a postura como a aparência física do paciente. 

Ainda não existe um tratamento medicamentoso para a escoliose, mas diversas técnicas podem auxiliar no controle da doença e incômodos associados à curvatura da coluna. É necessário se consultar com um médico especializado em coluna para avaliar o quadro de maneira detalhada e identificar a melhor forma de tratar a condição. 

Entenda se a escoliose tem cura

Existem diversas formas de tratar a escoliose, mas nem sempre é possível alcançar a cura completa para a deformidade. A metodologia aplicada e o sucesso do tratamento dependerão diretamente da gravidade do desvio na coluna, da idade do paciente e da possibilidade de que a condição piore com o tempo. 

Muitas pessoas com escoliose leve podem conviver com a alteração sem apresentar sintomas significativos ou necessitar de qualquer tipo de abordagem médica. Em crianças muito jovens, pode ser indicado o uso de um colete ortopédico que favorece a moldagem da coluna à medida que a pessoa cresce. 

Outras opções de tratamento incluem fisioterapia e uso de medicamentos para aliviar sintomas de dor. Exercícios de fortalecimento também podem ser indicados para ajudar a manter a coluna no lugar e evitar a progressão da curvatura. 

Quando a cirurgia é indicada?

Nos casos em que a escoliose não foi controlada por meio das metodologias conservadoras, e o paciente apresenta sinais severos de complicação relacionados à deformidade, pode ser indicada a cirurgia de coluna. Esta opção geralmente é necessária em quadros avançados da doença, quando há muita dor e comprometimento dos órgãos internos. 

O procedimento cirúrgico consiste no realinhamento da coluna e colocação de parafusos ortopédicos que ajudam a manter as estruturas no local adequado. Este tipo de intervenção nem sempre poderá fazer com que a coluna volte a ter um alinhamento centralizado, levando à cura completa da escoliose, uma vez que é necessário priorizar a preservação da medula.

Mesmo assim, a intervenção é capaz de melhorar significativamente a deformidade e proporcionar alívio dos sintomas. 

O que acontece se a escoliose não for tratada?

Uma escoliose não tratada pode evoluir gradativamente, causando desconfortos como dor nas costas, no pescoço ou no final da coluna. Além disso, o paciente pode apresentar complicações como:

  • Problemas emocionais associados à aparência física;
  • Problemas respiratórios;
  • Danos na medula ou no nervo espinhal;
  • Infecção na coluna;
  • Comprometimento do nervo ciático, com sintomas de dor e formigamento nas pernas;
  • Outras alterações de coluna, como hérnia de disco e espondilolistese. 

Para evitar que essas complicações ocorram e garantir o correto tratamento da escoliose, o ideal é que o problema seja diagnosticado o quanto antes e seja devidamente acompanhado por um especialista em coluna. Por isso, é recomendado procurar um médico sempre que forem notados sinais de desalinhamento da coluna, tais como ombros assimétricos ou corpo desalinhado.